Estão circulando três vídeos com carros e pilotos da Stockcarem situações inusitadas pela cidade de São Paulo. Como boa viralização, ainda deve estar na fase blind – sem a assinatura de nenhuma marca.
Pode ser da própria categoria, de algum patrocinadorou de outra empresa. Mas, certamente deve ter uma boa marca por trás, devido a qualidade dos vídeos… Estou ansioso para ver os próximos passos, com divulgação publicitária e comentários nas mídias sociais.
Deve ter sido uma experiência única para as pessoas que cruzaram pela cidade com estes carros dando rolês. Bela brand experience… Já pensou em pedir uma pizzae receber assim?
Este case definitivamente merece uma reedição do post para atualizar os expressivos números e comentar novas ações geniais que foram colocadas em ação.
Relembrando que se trata de uma ação viral da T-Mobile – operadora de telefonia móvel britânica – que reuniu 350 dançarinos em uma estação de trem de Londres, para fazer marketing de guerrilha e já obteve mais de 9,8 milhões de visualizações expontâneas no Youtube.
Postada no dia 16 de janeiro de 2009, a peça ganhou noticiários em todo o mundo. Além de gerar uma inigualável experiência com o público presenta na estação de trens de Liverpool, quando começou a tocar uma música e pessoas começaram a dançar, incluindo transeuntes que se motivaram a participar da dança, filmarem com o celular, contarem a amigos, gerando forte boca-a-boca.
Para suportar sua divulgação e interesse do público, a ação conta com um canal no Youtube que traz outros vídeos com o por trás das cenas, o treinamento, a reação do público e as lições de como se fazer a dança. Isso gera interesse nas pessoas para aprender a dançar também. Ao final dos vídeos, aparece o logotipo da empresa e o slogan “Life’s for sharing“, reforçando a relação com a marca.
E para garantir que as aulas de danças gerassem interações reais, a T-Mobile montou áreas públicas onde as músicas ficam tocando para as pessoas dançarem a coreografia aprendida. Por exemplo, em praças centrais de shoppings centers, como pode ser visto no vídeo abaixo, criando mais comentários e experiências com a marca, além de pessoas fotografando ou filmando com o celular.
Mas, a campanha não parou por aí: a T-Mobile colocou em seu brand channeldo Youtube diversas ferramentas para os usuários interagirem e divulgarem o canal. Há uma ferramenta que possibilitam carregar três fotos de rostos de amigos para participarem de um vídeo e enviar o link aos amigos – brinquem em “join the dance“. A empresa também colocou mais vídeos divertidos, como artistas fazendo a dança.
Para as pessoas poderem aproveitar as aulas de dança para compartilhar momentos da sua vida (life’s for sharing), o canal possibilita a publicação de vídeos das pessoas dançando em público a coreografia da T-Mobile. Algumas em situações bastante inusitadas como em parques, aniversários e até em festas de casamento (vejam o vídeo abaixo a partir de 1:00).
Virou febre!!! Tá aí a resposta para aqueles que defendem que viralização não pode ser planejada ou provocada… Na Inglaterra nem os casamentos mais escapam. Quanto será que isso vale para uma marca? Ter toda esta experiência com o usuário!!!
Aproveitando o início do campeonato de Fórmula 1 - 2009, trouxe um exemplo real de viralização de vídeo pela Internet que aproveitou este tema.
Como já repeti diversas vezes, a viralização é imprevisível e incontrolável, mas ao mesmo tempo pode trazer muito retorno e deve sempre ser aproveitado mesmo quando acontece por acaso.
Uma nova tendência forte é que pessoas tenham acidentalmente mais sucesso em criar uma viralização do que a própria empresa. E nestes momentos, a empresa deve estar sempre atenta ao ambiente para ajudar a alavancar estas ações acidentais e utilizá-las para divulgar sua marca.
No vídeo acima (vejam até o fim), observamos uma equipe amadora que fez um carrinho de controle-remoto da McLaren ser dirigido por um celular. Postaram um vídeo no Youtube e este começou a ter muitas visualizações. Como a patrocinadora Vodafone faz muito bem seu dever de casa, acompanhando o que acontece na rede com relação às suas marcas e patrocinados, os executores do vídeo foram convidados a conhecer a equipe original e complementar seu vídeo.
A Vodafone aproveitou a relação com seu produto para mostrar o verdadeiro carro da McLaren sendo controlado por um de seus aparelhos celulares. Resultado? Simplesmente 1,3 milhão de visualizações de alto envolvimento, com um investimento mínimo comparando a uma campanha tradicional.
A lição do caso é que as empresas devem estar todo o tempo monitorando o que acontece na rede, quais assuntos se relacionam as suas marcas e produtos, e planejar a melhor forma de capitalizar qualquer iniciativa que surja espontaneamente. Ainda é interessante tentar iniciar as ações também – quando faz sentido; mas tem se mostrado muito mais assertivo aproveitar eventos já iniciados.
Viralização não é só coisa de empresas. Aliás, nunca deveria ser, pois não se compram viralizações; fazem-se boas peças com conteúdos interessantes e depois são as pessoas que irão ou não tornar esta campanha viral – enviando-a aos amigos.
Recentemente, recebi de uma grande amiga – valeu Verônica – uma demonstração de viralização de idéias entre as pessoas, sem a participação de nenhuma empresa ou agência de publicidade. O canal: as ruas das cidades! A proposta: unir as pessoas através da música.
O vídeo acima foi editado pela organização Playing for Change com cenas de vídeos enviados pelas pessoas que aderiram a iniciativa e mostra a todos parte do resultado através do globo.
Este vídeo já gerou 6 milhões de visualizações no YouTube, mas também nos lembra que viralização nunca tem fórmula garantida; a própria organização Playing for Change já tinha produzido outros 5 vídeos que não tinham chegado nem a 100 mil visualizações.
Após as pessoas adotarem este vídeo e o viralizarem, o sucesso ficou tão grande que além de poder comprar um DVD e um CD na Amazon, é possível até comprar as músicas na Apple iTunes Store. O mundo se reduz a um grande palco, quando as pessoas se unem em volta de um objetivo.