Livros “Open Source”

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É muito interessante o novo conceito de gratuidade que a web trouxe. Acho muito negativo o radicalismo de jovens que por algum motivo acham normal piratear tudo e falam com raiva sobre a possibilidade de ter que pagar para possuir uma música ou um filme ou um software. Assim como tive várias brigas com pessoas que criticavam o lançamento do iPad, dizendo: “mas não roda mp3 downloadeados, nem tem flash para assistir vídeos piratas”. O fato que não pode ser esquecido é que não existe almoço de graça – este princípio do marketing permanece.

Mas, esta é uma outra discussão a aprofundar em outro artigo… No momento, quero exaltar iniciativa oposta, onde o detentor de direitos autorais das obras, as disponibiliza para download gratuito e experimentação, incentivando àqueles que gostarem a adquirir de forma regular. Isso é confiar na qualidade do produto!

Trata-se neste exemplo do Paulo Coelho, o autor em língua portuguesa mais vendido da história. A autor acaba de relançar pelo twitter (@paulocoelho) seu projeto “Pirate Coelho“, onde seus livros estão disponíveis para download em diversos idiomas diferentes, para os quais o autor tem os direitos. Mas, a brincadeira tem algumas regras:

a) só vale para os títulos que ele tem o direito
b) se gostar, compre; é assim que ele vive e continuará escrevendo
c) se não puder comprar, imprima e doe para uma biblioteca ou hospital

Acho a iniciativa fantástica em diversos níveis: confiança na qualidade e experimentação; disponibilizar para aqueles que não podem comprar realmente; incentivar ajuda social através da doação de impressões. Eu mesmo, baixei todos os livros disponíveis e já comprei depois três deles pelo Kindle por que gostei.

Segundo informações do próprio Paulo Coelho, a Russia é bom exemplo, onde quando ele lançou seus livros obteve uma modesta tiragem de 1.000 exemplares. Após disponibilizar os livros em Russo gratuitamente através de Torrents e do The Pirate Paulo Coelho, sem aumentar a verba de marketing, atingiu rapidamente os 10.000 exemplares vendidos e posteriormente 100.000 em vendas. O boca a boca gerado pela experimentação foi seguramente fundamental.

Isto sim é um interessante equilíbrio de valor com o consumidor, onde este pode realmente consumir o produto para depois decidir se lhe proporcionou prazer suficiente para pagar por ele. Faça também os downloads, leia e siga as regras do jogo…

http://paulocoelhoblog.com/pirate-coelho/

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Primeiros números do iPad

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Lançado no sábado dia 03/abril, o iPad já é sucesso de vendas. Ontem a Apple divulgou os números oficiais do lançamento.

Embora não tenha formado filas nas lojas, como o iPhone, os pre-orders do iPad garantiram que sua venda fosse superior a do produto anterior. A Apple vendeu em seu primeiro dia mais de 300 mil iPads – o iPhone vendera 250 mil no primeiro dia e os analistas previam apenas 200 mil iPads.

Mas, o que mais me impressionou foram outros números: já foram baixados mais de 1 milhão de aplicativos pelo iPad e mais de 250 mil livros para leitura no aparelho. Além disso, no próprio sábado foram enviados mais de 360 mil tweets comentando sobre o novo aparelho!

A projeção da Apple é de vender 7 milhões de unidades em 2010. Lembrando que se trata de uma categoria nova! Ou seja, a Apple criou um novo mercado, já que ninguém poderá trocar o celular por este aparelho e dificilmente irá abandonar o computador que tem teclado e conforto.

Até agora as diversas resenhas que li de que já comprou um convergem no seguinte: é um excelente aparelho; ainda não tem muitos apps interessantes; a navegação web é fantástica; você não precisa de um; mas é ótimo ter um!

O único problema na minha opinião é que é um excelente aparelho para consumo de conteúdos! Mas, não foi feito com o objetivo de ser utilizado para produção de conteúdo – não tem teclado, não tem suporte fixo, não tem mouse… Num mundo cada vez mais participativo, é um risco; também deve prejudicar as redes sociais e mídias sociais neste ponto. Mas, quero um!

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Combinando o mundo real e o online

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Neste reveillon, quando estava em Búzios, não consegui resistir a comprar as Havainas da foto abaixo.

Quando me deparei com este par de sandálias em uma das quatro lojas exclusivas da marca, achei que precisava delas para combinar com o meu Twitter.

Havaianas

Quem quiser customizar o próprio ambiente online (twitter, blog, desktop), basta clicar aqui.

Agora, vejamos só que força tem esta marca:

  1. em uma cidade pequena (ok, turística tb) tem quatro lojas que só vendem Havaianas;
  2. nas mídias sociais, diversos usuários (inclusive eu) vestem a marca por puro amor;
  3. cheguei ao ponto insano de comprar um bem físico para combinar com meu ambiente online.

Sempre acho realmente incrível a aura de amor e admiração que a Almap criou para esta marca… Trabalhar com marcas fortes dá muito mais resultado!

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“Vencer no Caos” de Philip Kotler

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Acabei de terminar a leitura da mais recente obra de Philip Kotler – o livro Vencer no Caos – escrita em conjunto com John Caslione.

Considero realmente o Kotler como o pai do marketing, tendo escrito alguns do livros e estudos mais fundamentais para o aprendizado do Marketing atualmente, inclusive nas falcudades. Muito do que ele escreveu na década de 80 ainda é base inclusive para planejar ações online – como o modelo de ciclos do consumo, o processo de decisão de compra o consumidor, pensamentos como “lucro é subproduto das coisas bem-feitas” – mas há algum tempo achava que ele já tinha perdido a mão nos trabalhos mais recentes.

Este livro foi uma volta, mas ainda longe das obras originais como “Administração de Marketing”. Visão interessante sobre a nova situação mundial e uma análise da forma como as empresas devem atuar nesta nova situação, onde a turbulência e o caos são a nova condição das empresas, turbulência é agora a nova normalidade, alternando prosperidade e crise. E as empresas devem aprender a conviver e se aproveitar disso. Até aí, concordo… Mas, achei o tom do livro muito pessimista e sensacionalista; algo como profeta do juízo final… Não é para tanto.

O livro tem seis pontos principais que podem podem sintetizar as regras mais importantes para os autores:

  1. Faça planejamentos de curta duração; em tempo de crise não adianta pensar em três anos a frente
  2. Saia do escritório; os executivos devem experimentar as mudanças do mercado pessoalmente
  3. Invista em marketing; cortar gastos com marketing na crise, é dar espaço aos concorrentes
  4. Conheça seus clientes; reforce as pesquisas pois, em momentos de crise, os cliente podem mudar seus hábitos
  5. Mantenha os talentos; além de serem agora mais necessários, os bons recursos custarão mais caro após a crise
  6. Corte as marcas mais fracas; não dá para botar dinheiro em projetos sem lucros, e deixar marcas rentáveis sem
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Mais um viral saindo do forno…

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A Samsung[bb] escolheu um forma divertida de divulgar suas novas câmeras.

Criou um vídeo inusitado e divertido para ilustrar bem como a forma de tirar suas auto-fotos[bb] com técnicas simples podem alterar completamente o resultado final e render as famosas fotos de perfis sociais do tipo “essa não é você”…

O vídeo foi publicado a pouco tempo, mas o objetivo é que se espalhe…

Gostei da iniciativa!

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O fim de mais uma era

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Dando continuidade a série de produtos tradicionais que são engolidos pela tecnologia (vide o fim do VHS), chegou a vez do cultuada filme fotográfico Kodachrome deixar de ser fabricado e revelado.

Kodachrome

Foram 74 longos anos deste filme que eternizou imagens memoráveis no século XX, como muitas capas da National Geographic[bb]. Foi o Kodachrome que popularizou as fotos coloridas, com precisão e sutileza na variação de cores. Não se pode dizer que foi uma surpresa, já que a fotografia digital[bb] se popularizou tanto nos últimos anos, ganhando precisão nas imagens, qualidade de reprodução, agilidade e economia no processo de revelação – enquanto as câmeras digitais[bb] e celulares permitem selecionar antes apenas o que se quer revelar e fazê-lo em poucos minutos, um rolo de Kodachrome tinha que ser enviado aos Estados Unidos para se ver como ficaram as fotos apenas após 14 dias depois. Cada vêz mais, a experiência de fotografar é diferente; está migrando do artezanal de colocar o filme na máquina para o automático de nem ter máquina. Saca-se o celular de 8MP[bb] no bolso e faz a foto. Isso é positivo pois coloca a arte da fotografia no dia-a-dia, a todo momento, na mão de todos…

A fotografia está morta! Vida longa à fotografia…

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