Fazer Acontecer em publicidade

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Estou lendo o livro “Fazer Acontecer” do Júlio Ribeiro, no qual o autor se propõe a passar regras e/ou dicas sobre publicidade, contanto suas experiências profissionais na Talent.

Achei um capítulo especialmente interessante, onde o autor fala sobre o risco de reduzir as verbas de comunicação, através de uma comparação (quase parábola) com a alimentação de um cavalo:

“Havia um guerreiro tártaro que possuía um lindo cavalo. Companheiro de batalhas, ele cuidava com carinho do animal. À medida porém que as guerras foram escasseando, ele começou a criar ovelhas.

Como as ovelhas, além de produzirem lã, comiam pouco, ele começou a achar que o cavalo comia demais. Aí ele desenvolveu um plano de reduzir despesas: a cada dia, atrasava em meia hora o momento de dar capim para o cavalo. Em uma semana, ele encostou o horário da primeira refeição ao da segunda. O cavalo nem percebeu. Animado, ele continuou o processo. Aí encostou o horário da segunda refeição ao da terceira. Como o cavalo não reclamasse, ele achou que tinha ensinado o cavalo a comer menos. Só que em um mês o cavalo morreu. Quando o período de guerras recomeçou, ele não tinha cavalo; só tinha ovelhas.

Esta pequena história se assemelha à história das muitas empresas que usaram a propaganda para vender seus produtos e crescer no mercado. Bate a dúvida: será que eu não estou gastando dinheiro demais em propaganda? A dúvida se estende para o quanto ele paga à agência. Será que não é demais?

A empresa, depois de conseguir sucesso, começa a pensar que a propaganda está comendo dinheiro demais. “– Hum… acho que se eu der uma rapadinha na campanha… se eu fizer um mês sim e um mês não… se eu diminuir um pouco o tamanho dos anúncios… ninguém vai notar.”

Devagar, começa a se delinear a história do cavalo que aprendeu a não comer. Nenhum cavalo aprende a não comer. Ele morre.”

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